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Viciados em Cinema » Cinema » Filmes » 12 Homens e uma Sentença - 12 Angry Men(1957)

12 Homens e uma Sentença - 12 Angry Men(1957)

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Arthur

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Sinopse
Um jovem porto-riquenho é acusado do brutal crime de ter matado o próprio pai. Quando ele vai a julgamento, doze jurados se reúnem para decidir a sentença, levando em conta que o réu deve ser considerado inocente até que se prove o contrário. Onze dos jurados têm plena certeza de que ele é culpado, e votam pela condenação, mas um jurado acha que é melhor investigar mais para que a sentença seja correta. Para isso ele terá que enfrentar diferentes interpretações dos fatos, e a má vontade dos outros jurados, que só querem ir logo para suas casas.
Trailer



Ficha Técnica

Duração: 1h35min
Direção: Sidney Lumet
Elenco: Henry Fonda, Martin Balsam, John Fiedler, Lee J. Cobb, E.G. Marshall, Jack Klugman, Jack Warden(...)  
Orçamento: 340.000 $

Curiosidades

- Enquanto as filmagens aconteciam, o diretor Sidney Lumet trocou as lentes da câmera para outras que deixavam o fundo mais perto dos personagens, criando uma sensação maior de claustrofobia.
- O Museu da Televisão e do Rádio guardava desde 1976 apenas metade do filme lançado para TV em 1954, sendo que acreditava-se que a outra parte estava perdida para sempre. No entanto, em 2003 foi achado o filme em 16 mm na coleção de Samuel Leibowitz e o museu conseguiu adquiri-lo por inteiro.
- Não existe nenhuma mulher no elenco, e apenas uma (Faith Elliott) aparece na equipe creditada do filme.
- Henry Fonda, além de ator, também foi o produtor do filme.
- Na sala do júri, os personagens são identificados pelo número em que estão sentados em volta da mesa e apenas dois jurados têm seu nome revelado no epílogo, quando o jurado número 8 (Henry Fonda) encontra com o jurado número 9 (Joseph Sweeney) nas escadarias do tribunal e Fonda se apresenta como "Davis", e Sweeney como "McCardle", se despedem e cada um segue seu caminho.
- Dez jurados são identificados pelo trabalho ou profissão que exercem: o jurado número 1 é treinador de futebol em escola de segundo grau, o jurado número 2 é bancário, o jurado número 3 tem um serviço de mensagens, o jurado número 4 é corretor da bolsa de valores, o jurado número 6 é pintor, o jurado número 7 é vendedor, o jurado número 8 é arquiteto, o jurado número 10 é proprietário de uma garagem, o jurado número 11 é relojoeiro e o jurado número 12 é publicitário.
- Com a morte de Jack Klugman (jurado número 5), em 24 de dezembro de 2012, todos os doze jurados de 12 Angry Men faleceram.
- Dos 93 minutos do filme, apenas 3 são fora da "Sala do Júri".
Prêmios e Indicações

- Oscar 1957 (EUA)
   Indicado nas categorias de Melhor Diretor, Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado.
- BAFTA 1958 (Reino Unido)
   Venceu na categoria de Melhor Ator Estrangeiro (Henry Fonda).
   Indicado na categoria de Melhor Filme.
- Festival de Berlim 1957 (Alemanha)
   Recebeu o prêmio OCIC.
   Recebeu o Urso de Ouro.
- Prêmio Edgar 1958 (Edgar Allan Poe Awards, EUA)
   Venceu na categoria de Melhor Filme.
- Globo de Ouro 1958 (EUA)
   Recebeu indicação nas categoria de Melhor Filme (drama), Melhor Ator - Drama (Henry Fonda), Melhor Diretor de Cinema e Melhor Ator Coadjuvante (Lee J. Cobb).
- Prêmio Bodil 1960 (Dinamarca)
   Venceu na categoria de Melhor Filme Americano.
Filme Completo e legendado


Podcast


Crítica

Doze Homens e uma Sentença é a adaptação de uma peça feita para a televisão (teleplay). A peça, escrita por Reginald Rose e dirigida por Franklin Schaffner, foi ao ar em 1954. O filme é a estreia de Lumet no cinema. O diretor já havia chamado a atenção pelo seu trabalho na televisão americana, como nas séries The Alcoa Hour (1956) e Studio One (1957). O ator Henry Fonda, além de protagonizar Doze Homens e uma Sentença, também atuou como produtor e foi o responsável por trazer Lumet para o projeto.

O filme conta a história de um júri de 12 homens que deve deliberar sobre a inocência ou culpa de um jovem, acusado de assassinar o pai. O que parecia ser uma decisão simples se complica quando o Jurado 8 (Henri Fonda) questiona a falta de provas para incriminar o rapaz. Um longo e acalorado debate se instaura entre os jurados, até que eles cheguem a um consenso.

Doze Homens e Uma Sentença focaliza a confrontação dos jurados e os conflitos que surgem a partir das diferentes opiniões, personalidades, origens. Eles são identificados não pelos nomes, mas por números e pelas profissões, o que contribui para a criação de tipos sociais bem definidos. Aos poucos, o espectator se familiariza com o perfil de cada um deles.

Os personagens encontram-se enclausurados na sala do júri e o filme se passa quase integralmenre entre quatro paredes. Para dar a progressiva sensação de claustrofobia, Lumet posiciona inicialmente as câmeras acima do nível dos olhos e utiliza lentes que dão a impressão de maior distância entre os personagens. À medida em que o filme progride, o diretor abaixa o posicionamento da câmera, troca as lentes para que o cenário pareça mais perto dos atores e passa a utilizar os closes com maior frequência.

Uma das grandes forças do filme é a performance do elenco. Lumet submeteu os atores a longos ensaios e chegou a deixá-los fechados durante horas na sala, repetindo as falas sem filmá-los, para que eles sentissem na pele o desconforto e a angústia dos personagens. O resultado é mais do que satisfatório. Destacam-se o grande Henry Fonda e seu antagonista Lee J. Cobb, em uma atuação inspirada. Os diálogos afiados e inteligentes permitem uma reflexão ainda atual sobre o papel e a eficácia do sistema judiciário.

Considerado um dos melhores filmes de tribunal já realizados, 12 homens e Uma Sentença é constantemente utilizado em cursos e seminários para ilustrar dinâmicas de grupo e resolução de conflitos. Em seu filme de estreia, Lumet já demonstra sua imensa habilidade de explorar os dramas humanos, as relações interpessoais, a dificuldade de comunicação do ser humano, a incompreensão e o egoísmo.
Fonte: http://www.cinemaemcena.com.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=51878


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Tiago Bueno

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Esse filme sempre esteve na minha listas dos "tenho que assistir", contudo, sempre o deixei meio que de lado na hora de escolher um novo filme para baixar. O clube do filme foi o empurrão que precisava haha

Como estudante de Direito, quase sempre gosto de ''filmes de tribunal''. Mas confesso que esse filme superou, e muito, as minhas expectativas.

O começo é muito bacana. Não há narração, não há explicações, não sabemos nada sobre os personagens, nem ao menos sabemos seus nomes. Acredito que essa opção de não apresentar os personagens foi para dar verossimilhança ao filme, pois, num Júri real, os jurados raramente se conhecem.

A história é tão boa e interessante que, mesmo com toda essa aparente falta de informação, quando menos percebemos, já estamos situados (leia-se viciados rs) no filme. Os detalhes são passados pouco a pouco, mantendo a curiosidade e o interesse altos, algo essencial para um filme essencialmente de diálogos e filmado em único cenário.

Há que se admirar o talento do diretor, porque não deve ter sido fácil achar tantas formas de se filmar um único lugar rs. Particularmente, me lembrou muito o teatro. Poucos cenários, várias cenas longas, tudo bem feito, sem jamais deixar de ser espontâneo.

Mas o melhor do filme é, sem dúvidas, os diálogos. Tudo de altíssimo nível, sem parecer piegas ou muito moralistas. Você vai entrando cada vez mais na história, escolhe um lado e tem momentos em que você tem certeza, momentos em que fica na dúvida, troca de lado, troca novamente. O queixo cai diversas vezes, diante das revelações. Impossível é ficar indiferente, ainda mais com as atuações incríveis. Henry Fonda não é uma lenda à toa.

A mensagem do filme também é muito forte e nos leva à uma boa reflexão sobre valores e preconceitos, além de nos lembrar e reforçar a ideia fantástica de que justiça e democracia, podem e devem ser exercidas por cada um de nós.

Filmaço!

Transcende o gênero de filmes de tribunais

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Marcelo

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Eu não assistia esse filme tinha uns 15 anos, e de lá pra cá eu assisti muitos filmes de tribunal e li vários livros ligados ao tema. eu sabia que muita coisa do filme a essa altura eu já teria visto em outros filmes. mas foquei o pensamento em que esse veio primeiro, e isso ajuda e muito a apreciar o filme.

É muito interessante ver que o ser humano sempre foi como é hoje, egoísta, de 12 caras 11 não tinham a menor dúvida de que o cara era culpado e só queriam ir embora pra casa o mais rápido possível sem se importar que estariam sentenciando a morte de alguém, sem nem se importar com esse peso. apenas o Jurado numero 8 (Henry Fonda) parece ter esse senso moral de que até mesmo o advogado do rapaz foi preguiçoso.

A direção do filme é excelente tendo sempre o trabalho de passar ao público a sensação de que os 12 estão trancados em uma sala pequena num calor da peste, todos estão sempre suados. como o Tiago disse é um filme que tem no seu lado mais forte os diálogos e a direção que não deixa o ritmo cair te mantendo preso o filme inteiro.

com Certeza não ficarei mais 15 anos pra assistir de novo.

Obra prima do cinema.

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Arthur

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Marcelo escreveu:Eu não assistia esse filme tinha uns 15 anos, e de lá pra cá eu assisti muitos filmes de tribunal e li vários livros ligados ao tema. eu sabia que muita coisa do filme a essa altura eu já teria visto em outros filmes. mas foquei o pensamento em que esse veio primeiro, e isso ajuda e muito a apreciar o filme.

É muito interessante ver que o ser humano sempre foi como é hoje, egoísta, de 12 caras 11 não tinham a menor dúvida de que o cara era culpado e só queriam ir embora pra casa o mais rápido possível sem se importar que estariam sentenciando a morte de alguém, sem nem se importar com esse peso. apenas o Jurado numero 8 (Henry Fonda) parece ter esse senso moral de que até mesmo o advogado do rapaz foi preguiçoso.

A direção do filme é excelente tendo sempre o trabalho de passar ao público a sensação de que os 12 estão trancados em uma sala pequena num calor da peste, todos estão sempre suados. como o Tiago disse é um filme que tem no seu lado mais forte os diálogos e a direção que não deixa o ritmo cair te mantendo preso o filme inteiro.

com Certeza não ficarei mais 15 anos pra assistir de novo.

Obra prima do cinema.

Eu faço só uma correção no seu comentário, quando você diz; de 12 caras 11 não tinham a menor dúvida de que o cara era culpado

Por mais absurdo que seja, e a semelhança com a realidade é assustadora, uma boa parte dos 11 nem certeza tinha, ao ponto de um dos jurados falar ''todo mundo está dizendo que ele é culpado, então deve ser'', é a mostra de como sempre fomos egoístas e mesquinhos, uma partida de futebol é mais importante que uma vida, que os nossos deveres cívicos.

Trazendo para os dias de hoje, eu vejo a situação do advogado de duas formas:

- Falta de vontade em exercer suas atividades como servidor público;

Eu não vou generalizar, mas podemos dizer que uma parcela considerável dos servidores públicos hoje em dia, principalmente os que tem mais tempo de serviço, fazem seus serviços sem o mínimo de interesse, sem boa vontade e atenção. Não levam em consideração que eles estão inseridos em um contexto social determinante para o bom funcionamento da sociedade. Colocam burocracia para tudo, e quem precisa ter contato com algum serviço administrativo público, para evitar burocracias, rodeios etc, sabe o melindre que tem que ter ao tratar com o servidor, parece que eles estão nos fazendo um favor, e não cumprindo o seu dever. O Que importa para eles é garantir seu salário fixo no fim do mês, bater seu ponto as 8h e sair as 14h e fazer greve por produtividade(a produtividade em si eu acho um absurdo tremendo, digno de Brasil). Esse é o contexto do funcionário sem vontade de exercer suas funções, não é maioria absoluta, talvez possa não ser a maioria(o que não acredito), mas é uma parte considerável.

- Falta de suporte por parte dos órgãos públicos e o acúmulo de funções;

Outro mal dos quais o servidor público sofre são as condições precárias de trabalho, seja na falta de material(coisas básicas como ventilador e cadeira e mesa para trabalhar), seja na falta de material humano, isso obviamente afeta e prejudica exponencialmente o trabalho de qualquer um.
É muito como, também, um servidor público ter que acumular a função de outro servidor, e as vezes até mais! Então imagine um advogado, defensor público, sendo responsável por um processo, onde ele tem que se debruçar, ler todo o processo, estudar e pensar bem o caso, tendo sob sua responsabilidade uma quantidade de casos que em tese deveriam ser para 5 advogados!

Seja sob qualquer um desses dois prismas, o filme nos mostra que com o mínimo de boa vontade, o advogado do réu poderia ter salvo o garoto, e não o jurado 8. Ele não o fez seja por sua má vontade perante o seu trabalho ou seja pelo acúmulo sobre-humano de processos aos quais ele recebe o que torna humanamente impossível executar um trabalho correto.


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Tiago Bueno

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Um filme desse faz pensar no princípio fundamental do Tribunal do Júri: Ser julgado pelos seus pares, os seus semelhantes. Com uns jurados desses, preferiria ser julgado pelo Juiz mesmo rsrs. Como o Arthur disse, os caras nem tinham certeza, não estavam dando a mínima, e alguns mudavam de ideia sem nem saber porque. Total descaso com a vida alheia.

Uma coisa não ficou clara para mim no final. Mas talvez essa tenha sido a intenção...Enfim, qual o motivo da resistência ferrenha do cara que sempre grita, o último a mudar o voto? Será que alguma tragédia aconteceu com ele? Sempre ele olhava a foto com o filho e talz...

O motivo de todo mundo ficou claro, menos o desse cara...

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Arthur

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Tiago Bueno escreveu:Um filme desse faz pensar no princípio fundamental do Tribunal do Júri: Ser julgado pelos seus pares, os seus semelhantes. Com uns jurados desses, preferiria ser julgado pelo Juiz mesmo rsrs. Como o Arthur disse, os caras nem tinham certeza, não estavam dando a mínima, e alguns mudavam de ideia sem nem saber porque. Total descaso com a vida alheia.

Uma coisa não ficou clara para mim no final. Mas talvez essa tenha sido a intenção...Enfim, qual o motivo da resistência ferrenha do cara que sempre grita, o último a mudar o voto? Será que alguma tragédia aconteceu com ele? Sempre ele olhava a foto com o filho e talz...

O motivo de todo mundo ficou claro, menos o desse cara...

Pior que é verdade, Tiago. Um ''selvagem'' sendo julgado por outros ''Selvagens''. Melhor ser julgado por cachorros, eles tem mais ''humanidade'' que os próprios humanos.

Esse filme é foda dentre outros vários motivos por não deixar pontas soltas. O ''jurado resistente'' estava se vendo naquele caso, o acusado era seu filho e ele era o pai assassinado.

Ele fala no início do filme que não falava com o filho há anos(não lembro se 2 ou 15 anos) depois de uma briga que eles tiveram. Ao longo do filme vamos percebendo que ele é um pai extremamente rigoroso e conservador. Seu amor pelo filho é incontestável, porém, seu rigor e seus métodos de educação não foram os melhores e ele não enxergava isso. O Filho dele apanhou em uma briga, e ele não tolerava um filho ''maricas'', anos depois eles brigaram e ele mostra orgulho de ter criado um filho forte que conseguiu socar o próprio pai. No desenrolar do filme ele vai percebendo seu erro, até a explosão final que ele coloca todas as suas emoções, decepções e amarguras para fora


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Tiago Bueno

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Heitor

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Rever esse filme depois de tanto tempo, e ver que ainda não perdeu o fôlego, é admirável. É óbvio que não se trata mais de um filme com novidade narrativa ou de técnica de filmagem, mas continua sendo eficiente em um estudo de personagens.

A abertura do filme mostra o imponente prédio do tribunal, debaixo para cima, e as pessoas de cima para baixo, e longe, assim, o diretor nos mostra com tomadas de câmeras a imponência da ideia de justiça sobre a vida dos homens, e como eles podem ser facilmente esmagados como se fossem pequenas formigas. E é interessante quando o diretor usa o visual para ajudar a situar o espectador na mensagem proposta pelos realizadores da obra.

Os planos sequenciais longos são bons, eles mostram o nível de confiança nos atores, e também da qualidade dramática do elenco, porém a montagem peca em alguns cortes. A iluminação fica diferente em alguns cortes, o som perde em qualidade, e as vezes as continuidades estão atrapalhada pela falta de cuidado.

Quando os jurados são apresentados, eles são seres bem distintos, silenciosos, que demonstram níveis diferentes de condições financeiras e intelectuais. É com nossa entrada na sala do júri, que podemos conhecer cada um. O calor ajuda a despir as personagens, e elas tiram seus cascos, que é representado pelo terno e se mostram em suas verdadeiras essência.

O roteiro perdeu o frescor, mas que ainda mantém o ritmo, pois muitos dos filmes e série, que júris são abordados, se utilizam dos tipos de abordagens aqui presentes. Um ponto negativo é que nós, o espectador, acompanhamos somente os jurados, e não temos contato com o réu, portanto a carga dramática fica afetada. O espectador não se envolve o suficiente para torcer pelo réu ou não, portanto, a gente precisa escolher um dos lados. E isso tem um problema, pois o Jurado 8 (Henry Fonda) tem consigo uma oratória melhor do que qualquer um do grupo dos que preferem condenar o jovem. Ele é bastante persuasivo de modo, que ele consegue convencer um por um, a cada obstáculo apresentado, ao apresentar uma solução para esses obstáculos.

O último voto de inocência só é conseguido depois que o último jurado se despe de seu preconceito, que é devido a algum problema familiar. O apego material está presente em todo o filme, e a cada momento alguma personagem se despe de seu conceito pré-estabelecido para mudar sua mentalidade e consequentemente o voto.

O final é emblemático, e com a resolução, cada um veste seu terno, o casco do homem, e se retiram em silêncio novamente, voltando para seu mundo particular. O jurado 8 entende que ele está saindo dali com seu dever cumprido mesmo que não saiba se está correto. E no final, o prédio da justiça já não está tão imponente, e nem o homem tão insignificante.


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Assisti a esse filme agora de tarde e até agora não paro de pensar nos Diálogos, Fiquei impressionado com a qualidade e atualidade das conversas, o filme é muito interessante pois me lembra uma obra que gosto muito que é 'Disque M para matar' pelo fato da fotografia... o filme basicamente é feito num cenário só.

Sem Falar que o filme pode ter vários tipos de interpretação, dentre elas o egocentrismo do homem e a facilidade em apontar erros alheios.

Realmente o Lumet deu uma aula de como desenvolver muito bem 12 personagens memoráveis e distintos, Cada um com sua peculiaridade, E isso tudo em apenas 96 minutos!

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Heitor

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Tiago escreveu: Há que se admirar o talento do diretor, porque não deve ter sido fácil achar tantas formas de se filmar um único lugar rs. Particularmente, me lembrou muito o teatro. Poucos cenários, várias cenas longas, tudo bem feito, sem jamais deixar de ser espontâneo.

Eu senti a mesma coisa nos momentos iniciais da sala de juri. Não fluiu organicamente. O sentimento era de marcação de cena. Todos partindo de forma planejada. Não tira o brilho da cena, mas fica aquela sensação de estar vendo uma peça de teatro.

Arthur escreveu:O Filho dele apanhou em uma briga, e ele não tolerava um filho ''maricas'', anos depois eles brigaram e ele mostra orgulho de ter criado um filho forte que conseguiu socar o próprio pai. No desenrolar do filme ele vai percebendo seu erro, até a explosão final que ele coloca todas as suas emoções, decepções e amarguras para fora

Essa parte me incomodou. Por ser o voto final, eu não esperava que ele passasse de carrasco a defensor da inocência de maneira tão brusca. A personagem notou que a fúria era dirigida do filho para o réu, mas ele ainda estava em no rito de raiva e já pulou diretamente para aceitação. Esse ritual ficou meio forçado. Eles poderiam ter aumentado um pouco essa cena para criar o ritual completo.


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Filmaço.

Mesmo sendo um filme antigo e em preto e branco não soa nada datado, o tema conversa com o cenário atual, principalmente com o debate que esta ocorrendo no Brasil acerca de direitos civis, redução da maioridade penal, pena de morte. Nos doze jurados conseguimos vislumbrar os arquétipos que ainda existem na nossa sociedade. Se colocarmos 12 pessoas desconhecidas seja em uma sala ou trazendo para os dias atuais em uma rede social ou em fórum de discussão para debater esse julgamento encontraremos as mesmas questões e discussões.


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Arthur

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Heitor escreveu:

Essa parte me incomodou. Por ser o voto final, eu não esperava que ele passasse de carrasco a defensor da inocência de maneira tão brusca. A personagem notou que a fúria era dirigida do filho para o réu, mas ele ainda estava em no rito de raiva e já pulou diretamente para aceitação. Esse ritual ficou meio forçado. Eles poderiam ter aumentado um pouco essa cena para criar o ritual completo.

Isso é verdade, deu a sensação que ele chegou no limite de tempo que poderia, ou algo do gênero e teve de dar uma corrida nesse personagem. O Personagem racista, por exemplo, resolveu teve sua mudança até mais rápida que a do último jurado, mas não ficou forçado, pelo contrário, achei aquela cena fantástica, conforme ele vai de fato se revelando como racista, um a um os jurados vão levantando da mesa, isso foi espetacular.


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alexandrelua escreveu:Filmaço.

Mesmo sendo um filme antigo e em preto e branco não soa nada datado, o tema conversa com o cenário atual, principalmente com o debate que esta ocorrendo no Brasil acerca de direitos civis, redução da maioridade penal, pena de morte. Nos doze jurados conseguimos vislumbrar os arquétipos que ainda existem na nossa sociedade. Se colocarmos 12 pessoas desconhecidas seja em uma sala ou trazendo para os dias atuais em uma rede social ou em fórum de discussão para debater esse julgamento encontraremos as mesmas questões e discussões.



Sei que não foi sua intenção, mas de uma forma geral, essa sua frase me incomoda; Mesmo sendo um filme antigo e em preto e branco não soa nada datado

Muitas pessoas tratam filmes antigos como sendo chatos, modorrentos, mas pelo contrário, era a época em que não se tinha efeitos especiais em abundância e tinha que se trabalhar de fato a história e os diálogos, exemplo melhor que 12 homens e uma sentença não iremos encontrar, onde mais poderíamos imaginar um filme inteiro dentro de um mesmo cenário, sem flashbacks, apenas diálogos? E O filme em momento algum se torna lento, pelo contrário, é muito instigante, estimulante. Eu gosto demais de filmes antigos(não que precise criticar um em detrimento de outro) justamente pelo enfoque maior na história.


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Arthur

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Heitor escreveu: O calor ajuda a despir as personagens, e elas tiram seus cascos, que é representado pelo terno e se mostram em suas verdadeiras essência.

O Que eu posso dizer sobre essa interpretação?



Heitor escreveu:O roteiro perdeu o frescor, mas que ainda mantém o ritmo, pois muitos dos filmes e série, que júris são abordados, se utilizam dos tipos de abordagens aqui presentes. Um ponto negativo é que nós, o espectador, acompanhamos somente os jurados, e não temos contato com o réu, portanto a carga dramática fica afetada. O espectador não se envolve o suficiente para torcer pelo réu ou não, portanto, a gente precisa escolher um dos lados. E isso tem um problema, pois o Jurado 8 (Henry Fonda) tem consigo uma oratória melhor do que qualquer um do grupo dos que preferem condenar o jovem. Ele é bastante persuasivo de modo, que ele consegue convencer um por um, a cada obstáculo apresentado, ao apresentar uma solução para esses obstáculos.

Eu entendo seu ponto de vista, mas eu acredito, e para mim foi perfeito assim, o réu não é mostrado por um único motivo; não importa se ele é inocente ou não.

O Filme nos trás a abordagem sobre o egoísmo e falta de humanidade do homem, não é uma questão de estar certo ou errado, culpa ou inocente, mas sim na posição de ceifador em que todos se encontravam, você perceber seus egoísmos, sua falta de sensibilidade perante àquela situação toda, se desarmar e julgar de coração aberto. O jurado 8 não quer condenar ou culpar, ele não sabe qual lado tomar, ele apenas quer ser justo e humano com aquela pessoa.

É mais sobre a condição humana e sua indiferença com o sofrimento alheio, do que com o crime em si, por isso que acredito que não é tão importante o réu em si, e nem tão importante que o antagonista fosse tão bom de lábia quanto ele.


Heitor escreveu:O último voto de inocência só é conseguido depois que o último jurado se despe de seu preconceito, que é devido a algum problema familiar. O apego material está presente em todo o filme, e a cada momento alguma personagem se despe de seu conceito pré-estabelecido para mudar sua mentalidade e consequentemente o voto.

O final é emblemático, e com a resolução, cada um veste seu terno, o casco do homem, e se retiram em silêncio novamente, voltando para seu mundo particular. O jurado 8 entende que ele está saindo dali com seu dever cumprido mesmo que não saiba se está correto. E no final, o prédio da justiça já não está tão imponente, e nem o homem tão insignificante.

Novamente


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Arthur escreveu:
alexandrelua escreveu:Filmaço.

Mesmo sendo um filme antigo e em preto e branco não soa nada datado, o tema conversa com o cenário atual, principalmente com o debate que esta ocorrendo no Brasil acerca de direitos civis, redução da maioridade penal, pena de morte. Nos doze jurados conseguimos vislumbrar os arquétipos que ainda existem na nossa sociedade. Se colocarmos 12 pessoas desconhecidas seja em uma sala ou trazendo para os dias atuais em uma rede social ou em fórum de discussão para debater esse julgamento encontraremos as mesmas questões e discussões.



Sei que não foi sua intenção, mas de uma forma geral, essa sua frase me incomoda; Mesmo sendo um filme antigo e em preto e branco não soa nada datado

Muitas pessoas tratam filmes antigos como sendo chatos, modorrentos, mas pelo contrário, era a época em que não se tinha efeitos especiais em abundância e tinha que se trabalhar de fato a história e os diálogos, exemplo melhor que 12 homens e uma sentença não iremos encontrar, onde mais poderíamos imaginar um filme inteiro dentro de um mesmo cenário, sem flashbacks, apenas diálogos? E O filme em momento algum se torna lento, pelo contrário, é muito instigante, estimulante. Eu gosto demais de filmes antigos(não que precise criticar um em detrimento de outro) justamente pelo enfoque maior na história.


Arthur, Você compreende o contexto que usei a palavra datado? Independente de qualidade visual, técnica o que eu disse é quanto ao tema, muitos filmes antigos já não tem o mesmo apelo  temático da época que foram lançados. Mas esse ainda tem o aspecto de poder ter um debate acerca do tema.

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Arthur

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[quote="alexandrelua"][quote="Arthur"]
alexandrelua escreveu:

Arthur, Você compreende o contexto que usei a palavra datado? Independente de qualidade visual, técnica o que eu disse é quanto ao tema, muitos filmes antigos já não tem o mesmo apelo  temático da época que foram lançados. Mas esse ainda tem o aspecto de poder ter um debate acerca do tema.

Precisamente o que me incomodou foi: ''Mesmo sendo um filme antigo e em preto e branco''.

Repito, não foi o seu pensamento que me incomodou, mas aproveitei o gancho para comentar. A Grande maioria das pessoas tratam os filmes antigos, por serem velhos e preto e branco, como algo chato, modorrento, maçante, ao passo que os blockbusters são ''o que há'', o suprassumo da atualidade.


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alexandrelua escreveu:
Arthur escreveu:
alexandrelua escreveu:Filmaço.

Mesmo sendo um filme antigo e em preto e branco não soa nada datado, o tema conversa com o cenário atual, principalmente com o debate que esta ocorrendo no Brasil acerca de direitos civis, redução da maioridade penal, pena de morte. Nos doze jurados conseguimos vislumbrar os arquétipos que ainda existem na nossa sociedade. Se colocarmos 12 pessoas desconhecidas seja em uma sala ou trazendo para os dias atuais em uma rede social ou em fórum de discussão para debater esse julgamento encontraremos as mesmas questões e discussões.



Sei que não foi sua intenção, mas de uma forma geral, essa sua frase me incomoda; Mesmo sendo um filme antigo e em preto e branco não soa nada datado

Muitas pessoas tratam filmes antigos como sendo chatos, modorrentos, mas pelo contrário, era a época em que não se tinha efeitos especiais em abundância e tinha que se trabalhar de fato a história e os diálogos, exemplo melhor que 12 homens e uma sentença não iremos encontrar, onde mais poderíamos imaginar um filme inteiro dentro de um mesmo cenário, sem flashbacks, apenas diálogos? E O filme em momento algum se torna lento, pelo contrário, é muito instigante, estimulante. Eu gosto demais de filmes antigos(não que precise criticar um em detrimento de outro) justamente pelo enfoque maior na história.


Arthur, Você compreende o contexto que usei a palavra datado? Independente de qualidade visual, técnica o que eu disse é quanto ao tema, muitos filmes antigos já não tem o mesmo apelo  temático da época que foram lançados. Mas esse ainda tem o aspecto de poder ter um debate acerca do tema.

A maioria dos filmes datados são de temas não universais ou que possuem uma certa identificação cultural especifica. Tipo, os filmes blaxploitation.

Esse filme não tem mais frescor original pela obviedade, visto que o filme é de 57, e muitos outros beberam da fonte do filme.


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Heitor

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Arthur escreveu:
alexandrelua escreveu:
Arthur escreveu:
alexandrelua escreveu:

Arthur, Você compreende o contexto que usei a palavra datado? Independente de qualidade visual, técnica o que eu disse é quanto ao tema, muitos filmes antigos já não tem o mesmo apelo  temático da época que foram lançados. Mas esse ainda tem o aspecto de poder ter um debate acerca do tema.

Precisamente o que me incomodou foi: ''Mesmo sendo um filme antigo e em preto e branco''.

Repito, não foi o seu pensamento que me incomodou, mas aproveitei o gancho para comentar. A Grande maioria das pessoas tratam os filmes antigos, por serem velhos e preto e branco, como algo chato, modorrento, maçante, ao passo que os blockbusters são ''o que há'', o suprassumo da atualidade.


Mas Blockbuster são o que há de suprassumo da atualidade. Escrito isso, eu explico. O Blockbuster tem um maior orçamento para usar as maiores recursos técnicos do momento, logo são suprassumo técnico da atualidade. Isso não quer dizer que eles sejam o suprassumo intelectual.

Os blockbuster de filmes de heróis estão em alta, pois esse é o momento em que eles estão com todos os recursos técnicos para serem utilizado em favor da obra. E apesar do cinema estar aí há tanto tempo, os filmes de heróis só começaram a embalar nos anos 2000, o que é muito pouco. Eles ainda estão experimentando. Não há um consenso sobre como se adaptar perfeitamente os filmes de quadrinhos. Eles precisam agradar um público fiel da mídia de HQ e precisam agradar ao público que não sairiam de casa para ver um blockbuster, pois eles precisam ganhar grana de todos para continuar investindo mais e mais.

Bom, eu acho que isso será melhor discutido quando chegar a hora dos filmes de heróis no clube, mas eu precisava deixar esses pontos aí.


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Heitor

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Arthur escreveu:
Heitor escreveu:

Essa parte me incomodou. Por ser o voto final, eu não esperava que ele passasse de carrasco a defensor da inocência de maneira tão brusca. A personagem notou que a fúria era dirigida do filho para o réu, mas ele ainda estava em no rito de raiva e já pulou diretamente para aceitação. Esse ritual ficou meio forçado. Eles poderiam ter aumentado um pouco essa cena para criar o ritual completo.

Isso é verdade, deu a sensação que ele chegou no limite de tempo que poderia, ou algo do gênero e teve de dar uma corrida nesse personagem. O Personagem racista, por exemplo, resolveu teve sua mudança até mais rápida que a do último jurado, mas não ficou forçado, pelo contrário, achei aquela cena fantástica, conforme ele vai de fato se revelando como racista, um a um os jurados vão levantando da mesa, isso foi espetacular.


Exato. A personagem racista é exposto e retirado da mesa, e só volta a fazer parte do grupo novamente depois que ele deixa o preconceito de lado para enxergar uma pessoa que está perto de perder sua vida por algo que pode não ter cometido.


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Arthur

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Heitor escreveu:
Mas Blockbuster são o que há de suprassumo da atualidade. Escrito isso, eu explico. O Blockbuster tem um maior orçamento para usar as maiores recursos técnicos do momento, logo são suprassumo técnico da atualidade. Isso não quer dizer que eles sejam o suprassumo intelectual.

Os blockbuster de filmes de heróis estão em alta, pois esse é o momento em que eles estão com todos os recursos técnicos para serem utilizado em favor da obra. E apesar do cinema estar aí há tanto tempo, os filmes de heróis só começaram a embalar nos anos 2000, o que é muito pouco. Eles ainda estão experimentando. Não há um consenso sobre como se adaptar perfeitamente os filmes de quadrinhos. Eles precisam agradar um público fiel da mídia de HQ e precisam agradar ao público que não sairiam de casa para ver um blockbuster, pois eles precisam ganhar grana de todos para continuar investindo mais e mais.

Bom, eu acho que isso será melhor discutido quando chegar a hora dos filmes de heróis no clube,  mas eu precisava deixar esses pontos aí.

Antes de eu lhe responder, me responda; O Que é um blockbuster? Devemos defini-lo pelo investimento recebido, pelo estilo do filme em si(explosões e efeitos visuais) ou pelo sucesso de bilheteria? Ou existem os 3 tipos?


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Tiago Bueno

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Blockbuster é um filme com apelo popular. Algo famoso. Quase todo filme é um blockbuster

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Arthur

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Tiago Bueno escreveu:Blockbuster é um filme com apelo popular. Algo famoso. Quase todo filme é um blockbuster

Cara, ate o apelo popular irá precisar de uma definição, porque eu não acho TDK um filme popular como Transformers por exemplo. Ambos são sucesso, mas são muito distintos entre si.

Tem que definir se blockbuster é algo que é sucesso de bilheteria ou é algo que é sucesso de bilheteria pelo formato(clichês, efeitos especiais, linguagem fácil)


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Tiago Bueno

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Cara, TDK não tem linguagem fácil? Como assim?
Qualquer pessoa pode assistir de TDK. Não tem nada lá que só cinéfilos ou pessoas extremamente inteligentes entendam.
Assim como Transformers, 12 Homens e Uma Sentença, Whiplash, etc. Ter uma linguagem fácil é uma qualidade. Ou alguém faz filme só para gênios entenderem?

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Tiago Bueno

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Não se esqueça que o objetivo de praticamente qualquer filme é fazer dinheiro. E nenhum filme faz dinheiro se ninguém entender o que poha tá acontecendo.

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