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Viciados em Cinema » Cinema » Filmes » Whiplash - Em Busca da Perfeição (Whiplash, 2014)

Whiplash - Em Busca da Perfeição (Whiplash, 2014)

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Heitor

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2° filme escolhido para ser assistido no Projeto Clube do Filme


Sinopse:
O solitário Andrew (Miles Teller) é um jovem baterista que sonha em ser o melhor de sua geração e marcar seu nome na música americana como fez Buddy Rich, seu maior ídolo na bateria. Após chamar a atenção do reverenciado e impiedoso mestre do jazz Terence Fletcher (J. K. Simmons), Andrew entra para a orquestra principal do conservatório de Shaffer, a melhor escola de música dos Estados Unidos. Entretanto, a convivência com o abusivo maestro fará Andrew transformar seu sonho em obsessão, fazendo de tudo para chegar a um novo nível como músico, mesmo que isso coloque em risco seus relacionamentos com sua namorada e sua saúde física e mental.

Direção: Damien Chazelle

Roteiro: Damien Chazelle

Duração: 107 minutos




Elenco:
J.K. Simmons  Terence Fletcher
Miles Teller  Andrew Neiman
Adrian Burks  Trumpeter #2 (Studio Band)
April Grace  Rachel Bornholdt
Austin Stowell  Ryan
Ayinde Vaughan  Studio Core Member #2
C. J. Vana  Metz
Calvin C. Winbush  Saxophonist #1 (Studio Band)
Candace Roberge  Student #1
Charlie Ian  Dustin
Chris Mulkey  Uncle Frank
Clifton Eddie  Drummer (Quartet)
Damon Gupton  Mr. Kramer
Henry G. Sanders  Red Henderson
Janet Hoskins  Passerby (Dunellen)
Jayson Blair  Travis
Jimmie Kirkpatrick  Trumpeter (Nassau)
Jocelyn Ayanna  Passerby (Bus Station)
Joseph Bruno  Mike
Kavita Patil  Sophie
Keenan Allen  Studio Core Member #1
Keenan Henson  Truck Driver
Kofi Siriboe  Bassist (Nassau)
Krista Kilber  Student #2
Marcus Henderson  Bassist (JVC)
Max Kasch  Dorm Neighbor
Melissa Benoist  Nicole
Michael D. Cohen  Stage Hand (Overbrook)
Nate Lang  Carl Tanner
Paul Reiser  Jim Neiman
Rogelio Douglas Jr.  Trumpeter #1 (Studio Band)
Sam Campisi  Andrew (8 years old)
Shai Golan (II)  Studio Core Member #3
Suanne Spoke  Aunt Emma
Tarik Lowe  Pianist (Studio Band)
Tony Baker  Stage Hand (Carnegie Hall)
Tyler Kimball  Saxophonist #2 (Studio Band)
Yancey Wells  Studio Core Member #4

Premiação:
Indicado a 5 Oscar: Melhor Filme, Montagem, Ator, Som, Roteiro Adaptado
Vencedor de 3 Oscar: Montagem, Ator Coadjuvante (J.K. Simmons), Som
Globo de Ouro: Ator Coadjuvante - Vencedor, J.K. Simmons
BAFTA: Melhor Edição, Ator Coadjuvante (J.K. Simmons), Som
Screen Actors Guild Awards: Ator Coadjuvante (J.K. Simmons)
Recebeu cerca de 82 prêmios ao redor do mundo.

Curiosidades:
- Entre filmagem - vinte dias -, edição e inscrição em Sundance, passaram-se apenas dez semanas.

- Whiplash venceu dois dos principais prêmios no festival de Sundance em 2014: melhor filme de acordo com o público e melhor diretor.

- Durante as cenas de prática mais intensas, o diretor não gritaria "corta!", a fim de que Miles Teller mantesse o rufar até esgotar-se.

- Para a cena do tapa, J.K. Simmons e Miles Teller filmaram várias tomadas com Simmons apenas imitando o gesto. Para a gravação final, Simmons e Teller decidiram gravá-la com um tapa realmente genuíno. Está é a que se encontra no filme.

- Miles Teller, que toca bateria desde os 15 anos, ficou com bolhas nas mãos devido ao estilo vigoroso, não convencional da bateria de jazz. Um pouco de seu sangue ficou nas baquetas e no instrumento.

- Embora Miles Teller toque bateria desde que tinha 15 anos de idade, ele teve aulas de adicional de 4 horas por dia, 3 dias por semana para preparar-se.

- O diretor e roteirista do longa, Damien Chazelle, não obteve financiamento necessário para o filme. Por isso, transformou-o em um curta-metragem e apresentou-o para o Festival de Sundance em 2013. O curta acabou vencendo o Prêmio do Júri para Curta-Metragens, assim ChazelleI conseguiu financia-lo depois.

- Parte do filme é baseado na experiência do diretor / roteirista Damien Chazelle como integrante de banda no ensino médio. Em um P & R, depois de uma exibição, Chazelle afirmou que foi intimidado por instrutor de banda.

- Dane DeHaan recusou o papel de Andrew. Dane DeHaan é o interprete de Harry Osbon em O Espetacular Homem Aranha 2.

- O quadro "Whiplash" apresentado no filme é do tipo referido por músicos de jazz como um "quadro temporal" - uma peça com assinatura de tempo não convencional (neste caso, 7/ 8 ). O arranjador gráfico - Hank Levy - é famoso nos círculos de jazz para com seus inúmeros clássicos "gráficos temporais".


Fonte: IMDB, AdoroCinema, Filmow, RogerEbert.com, Youtube


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Arthur

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Bom filme

Foi interessante ver nas telas um pouco do que pode acontecer as pessoas perfeccionistas e que vivem sob pressão o tempo todo(será esse um padrão? uma coisa leva a outra e vice-versa?). A Forma como determinadas pessoas tratam seus trabalhos como um meio de morte e não um meio de vida, chega a ser doentio, como pudemos ver no ápice obsessão pela perfeição em que ele prejudica o meio de vida dele em detrimento de uma possível evolução, e isso nós identificamos muito facilmente em várias pessoas do nosso dia a dia, que acabam se dedicando extremamente ao trabalho, se sacrificam, no fim ficam doentes, e o tempo que em tese ganharam ali, perdem de cama e com sobras, doentes. Ou em outros casos, carreiras que de forma saudável poderiam durar anos, são encerradas precocemente em virtude dessa dedicação sobre-humana. E no ápice da busca pelo sucesso, vem o acidente, e nem ser atropelado por um caminhão(linda metáfora) tira ele do seu caminho pelo sucesso. Isso se reverte em fracasso, e ai vem o contraponto da visão anterior, em que o resultado dessa cobrança exaustiva bate à porta, ele apesar de estar esgotado fisicamente e mentalmente, se dedica, obviamente o unico resultado nessas circunstâncias seria o fraco. Assim como a falta de treino é prejudicial por motivos óbvios, o excesso de treino e a decorrente falta do descanso também é prejudicial, temos sempre que saber dosar bem as coisas.

Esse é o tipo de filme que a minha avaliação é; Não me arrependi de ter assistido, não pretendo ter na coleção e tampouco rever.

O Que mais me incomodou no filme foi a conclusão, parece que acabou a verba e tiveram que terminar as gravações. As coisas estavam encaminhando bem com o reencontro dos dois, pensei que a conclusão fosse com o moleque resolvendo voltar a perseguir o seu sonho e trabalhar um pouco a questão do futuro ou perspectiva de futuro dele. Sem essa conclusão, teria sido melhor finalizar o filme na demissão do JK e que tivesse dado uma esticada em outros momentos anteriores do filme.

Achei que perderam a mão ao transformar o JK em uma ''vilã de novela'' naquele rompante no palco, acho que virou um pouco novela aquela parte.

Nesse filme, eu esperava ter retratado ou um belo exemplo de mestre, de mentor, enxergar como alguém pode ser duro, rígido e ao mesmo tempo um líder inspirador(em alguns momentos se ensaiou isso, no inicio do filme quando o JK da um conselho ao moleque, e depois quando ele vê o JK falando com uma criancinha e fica todo orgulhoso do seu mestre) ou um exemplo de determinação, com um foco maior na luta e nos esforços do moleque para se tornar perfeito, e eu não vi nem um e nem outro, apenas esboços rápidos de ambos.

Não vi nada de inspirador, não me empolguei a rever, mas se eu tivesse indo ao cinema, não me arrependeria de ter pago o ingresso. É um bom(nota 6 ou 7) filme, nos dá uma visão interessante, porém não gostei da construção, acho que teria potencial para muito mais.

Achei JK foda, merecedor do Oscar, e o pivete OK, não passou vergonha, mas...nhe rs



Última edição por Arthur em Dom Abr 26 2015, 10:07, editado 1 vez(es)


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Eu achei mediano o filme, só achei boa a interpretação do JK Simmons mas ainda com uma ressalva pois me fez só lembrar o nazi da série OZ.
Achei fraca a atuação do Milles Teller que só tem aquela aparência de cachorro perdido. Achei interessante o roteiro mas nada que seja espetacular, acho que na mão de outro diretor como o Darren Aronovisky o tema da obsessão pela perfeição seria bem mais aproveitado.
Nos quesitos técnicos cito a fotografia e montagem e mixagem de som como excelente, esses detalhes técnicos que fizeram eu continuar a assistir o filme.
Não teria um replay para mim, filme para assistir uma vez e sem algo que me faça lembrar dele daqui alguns anos.

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Heitor

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Antes de deixar minha opinião sobre o filme, eu irei desqualificar sua "crítica" (entre aspas só pra zueira).

Esperava que sua crítica tivesse os pontos que você omitiu, a sua opinião sobre o filme. Positiva ou negativa. Eu gostaria de ler. Vou ter que esperar em capítulos para saber. E não deveria ser assim. Para o debate ser pleno, a gente precisa saber qual a posição de cada um. Fica a dica para na próxima você já entregar a crítica.


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Tiago Bueno

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Discordo, Arthur. Ele queria ser o melhor. Não queria ser meramente bom, ou ótimo. Ele queria ser extraordinário. E dificilmente alguém é extraordinário sem se dedicar de corpo e alma àquilo que faz.
Se, por um lado, não é saudável para a mente, tampouco para o corpo, perseguir a perfeição até o ponto em que essa busca extraia todo o prazer do que se faz, por outro lado, para aqueles que persistem até o fim, essa busca pode resultar naquele momento especial e único em que todo o esforço, o sofrimento e as privações valeram à pena. Você conseguiu. É o melhor. Fez algo extraordinário com sua vida. Será lembrado. Terá um lugar na história junto àqueles que fizeram coisas incríveis.

Para certas pessoas, essa busca pelo ápice, ainda que efêmera como você disse, é mais recompensadora do que uma viver longamente sem jamais testar seus limites, sendo apenas mais um.

Quanto ao filme em si...
Simplesmente sensacional. Ao mesmo tempo que nos inspira a dar o melhor, a perseguir a excelência, nos alerta sobre os excessos e sobre as consequências dessa busca sem limites.
Música é algo que praticamente todo mundo gosta, então o filme já tem um grande apelo pelo tema. Apesar de não ser fã de Jazz, as músicas são fodas e os solos de bateria são do caralho. J.K Simmons está um monstro. Miles Teller não faz feio perto dele, muito pelo contrário. Esse guri tem potencial para ir longe.

Filmaço!

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Realmente, esse filme é foda demais, fiquei ligado a tempo todo, e mostra realmente o quão obcecado pode ficar alguém para ser O Melhor, ainda mais diante de tanta pressão.. Atuações excelentes, do J k animal..e fora a parte musical que é um espetáculo mesmo para quem não curte Jazz como eu..

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O filme realmnte é muito bom! O Oscar para o J.K Simmons foi justíssimo. A fama de perfeccionistas e temperamentais dos músicos de Jazz é bem conhecida. Vide as histórias de Miles Davis e Charles Mingus, entre outros. O único porém do filme, foi a fotografia "amarelada" em boa parte do filme, e em alguns momentos o personagem do Simmons me fazia lembrar o Yellow Bastard do Sin City... Neutral Humor senhores...

Mas no geral é bem recomendado, mesmo pra aqueles, que como eu, não são familiarizados com Jazz.

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Arthur

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Heitor escreveu:Antes de deixar minha opinião sobre o filme, eu irei desqualificar sua "crítica" (entre aspas só pra zueira).

Esperava que sua crítica tivesse os pontos que você omitiu, a sua opinião sobre o filme. Positiva ou negativa. Eu gostaria de ler. Vou ter que esperar em capítulos para saber. E não deveria ser assim. Para o debate ser pleno, a gente precisa saber qual a posição de cada um. Fica a dica para na próxima você já entregar a crítica.

Eu nao concordo com você, eu só fiz isso em atenção à você, porque estava sem tempo de postar, então fui escrevendo durante o dia conforme meu tempo permitia, ou eu postava dessa forma ou só escreveria minha critica completa lá para o final do clube.

Você poderia ter feito como o Tiago, até porque eu tive o cuidado de postar algo que já rendesse alguma conversa, e conforme o tópico for passando eu finalizo a minha opinião.

Mas não tem problema, é sua opinião e se você prefere assim, quando eu finalizar a critica(tentarei hoje) lhe aviso para você comentar.


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Arthur

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Tiago Bueno escreveu:Discordo, Arthur. Ele queria ser o melhor. Não queria ser meramente bom, ou ótimo. Ele queria ser extraordinário. E dificilmente alguém é extraordinário sem se dedicar de corpo e alma àquilo que faz.
Se, por um lado, não é saudável para a mente, tampouco para o corpo, perseguir a perfeição até o ponto em que essa busca extraia todo o prazer do que se faz, por outro lado, para aqueles que persistem até o fim, essa busca pode resultar naquele momento especial e único em que todo o esforço, o sofrimento e as privações valeram à pena. Você conseguiu. É o melhor. Fez algo extraordinário com sua vida. Será lembrado. Terá um lugar na história junto àqueles que fizeram coisas incríveis.

Para certas pessoas, essa busca pelo ápice, ainda que efêmera como você disse, é mais recompensadora do que uma viver longamente sem jamais testar seus limites, sendo apenas mais um.

Quanto ao filme em si...
Simplesmente sensacional. Ao mesmo tempo que nos inspira a dar o melhor, a perseguir a excelência, nos alerta sobre os excessos e sobre as consequências dessa busca sem limites.
Música é algo que praticamente todo mundo gosta, então o filme já tem  um grande apelo pelo tema. Apesar de não ser fã de Jazz, as músicas são fodas e os solos de bateria são do caralho. J.K Simmons está um monstro. Miles Teller não faz feio perto dele, muito pelo contrário. Esse guri tem potencial para ir longe.

Filmaço!

Tiago, mas eu não falei que ele não buscava ser o melhor, pelo contrário, ele buscava a perfeição. Mas essa é a questão, ninguém consegue dar o seu melhor sem o devido descanso. Alguém que se dedica exaustivamente à algo e dá o seu máximo sem o devido descanso, pode e irá obter um ótimo resultado, mas lhe garanto, ela não terá o melhor resultado que ela pode obter.

É uma questão de perspectiva e percepção da vida, esse tipo de pessoa encara o descanso e o sono como uma perda de tempo, mas é o contrário, esses são mecanismos que permitem o nosso corpo e cérebro estarem saudáveis e renderem sempre ao máximo. Do que adianta passar 10 horas na bateria, fazer bolhas nas mãos e pegar uma artrite e passar algumas semanas de molho?

''Para certas pessoas, essa busca pelo ápice, ainda que efêmera como você disse, é mais recompensadora do que uma viver longamente sem jamais testar seus limites, sendo apenas mais um.''

Mas uma coisa precisa anular a outra? Não podemos dar o nosso máximo e viver longamente? Só se pode chegar ao seu máximo fazendo esforços sobre-humanos?


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Arthur

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Pronto, editei meu primeiro post


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Tiago Bueno

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Você disse ''Do que adianta ser o melhor só por um momento, ou treinar muito pra ficar doente depois''...adianta se você quer ser o melhor. Tem tanta gente querendo isso, se você quiser superar todos, tem que fazer esforços sobre-humanos, sim. Sem sacrifício não há vitória.

Você quer ser o melhor baterista do mundo, acordando às 10 da manhã, treinando duas horas por dias e passando o resto do dia com sua namorada? Nunca será.

Isso tudo que você disse é desculpa para mediocridade. Repito, para ele, tudo valeu à pena, ainda que à certo custo (namorada, familia), porque, no final, ele destruiu. Virou o melhor. Objetivo alcançado.

Tome como exemplo qualquer atleta de alto nível ou alguém que passou num concurso foda. Vai me dizer que não valeu à pena se MATAR de treinar e estudar, sacrificar um monte de coisa, finais de semana, amigos, relacionamentos, etc, para agora ficar de boa, só colhendo os frutos?

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Eu Particularmente esperava mais desse filme, a crítica o agraciou tanto que eu criei uma certa expectativa, não que ele seja ruim, mas digamos que ele é 'mais um' entre tantos filmes no mesmo estilo, só que ele tem uma peculiaridade que é conseguir te prender até o fim, com outros filmes clichês eu não teria essa vontade.

O que eu mais gostei no filme foi a busca pela perfeição, eu sinceramente acho algo desnecessário, o jovem praticamente deixa de viver em função dessa obsessão, eu defendo a idéia de que nós temos que buscar nossos objetivos e para isso nos dedicarmos, mas não se privar de praticamente todas as coisas que a vida nos oferece.

Vale falar também que o J.K Simmons atuou muito bem, o oscar foi merecido.
Outro ponto positivo do filme é a trilha sonora que gostei bastante e pretendo baixar futuramente algumas músicas.

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Arthur

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Tiago Bueno escreveu:Você disse ''Do que adianta ser o melhor só por um momento, ou treinar muito pra ficar doente depois''...adianta se você quer ser o melhor. Tem tanta gente querendo isso, se você quiser superar todos, tem que fazer esforços sobre-humanos, sim. Sem sacrifício não há vitória.

Você quer ser o melhor baterista do mundo, acordando às 10 da manhã, treinando duas horas por dias e passando o resto do dia com sua namorada? Nunca será.

Isso tudo que você disse é desculpa para mediocridade. Repito, para ele, tudo valeu à pena, ainda que à certo custo (namorada, familia), porque, no final, ele destruiu. Virou o melhor. Objetivo alcançado.

Tome como exemplo qualquer atleta de alto nível ou alguém que passou num concurso foda. Vai me dizer que não valeu à pena se MATAR de treinar e estudar, sacrificar um monte de coisa, finais de semana, amigos, relacionamentos, etc, para agora ficar de boa, só colhendo os frutos?

Mas existe um momento, um ponto, onde seus esforços perdem a eficácia. Não adianta estudar por 16 horas por dia ou correr 5 horas por dia e malhar mais 5, nadar mais 5 e achar que você está mandando bem. Se não respeitar os limites do corpo, o resultado nunca será pleno.

Onde eu falei que o cidadão deva acordar as 10 da manhã e treinar duas horas? Você só pode obter sucesso e fazer um trabalho bem feito se for algo extremamente exaustivo? ''Sem dor sem ganho''? Tem que ter frase de efeito para ser bem feito, é isso? Não é 8 ou 80 como você está dizendo. Todos podem alcançar a perfeição em qualquer coisa, desde que tenham o comprometimento necessário e se organizem. Tendo essa organização, você pode muito bem ter um ritmo intenso de dedicação à algo e ter uma vida para manter sua cabeça relaxada e tranquila afim de evitar que o stress afete seu aprendizado. Basta, além da dedicação, ter um planejamento mínimo.

É Difícil? É! Mas as pessoas tem que parar com essa tolice de usar o sofrimento como uma forma de engrandecer seus atos. Não precisa se matar ou falar que deu sangue e suor para ter mérito em suas conquistas.


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Tiago Bueno

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Heitor

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Preciso deixar claro nessas primeiras linhas que minha crítica sofreu mudanças. Não deveria. Pelos meus princípios, ela tinha que ser exclusivamente sobre o filme, e depois eu poderia debater e refutar algumas ideias propostas nos comentários. Mas não pude evitar. Necessitei refazer tudo. Não podia ser só uma crítica sobre o filme. Tinha que usar da prerrogativa pensada no momento da escolha de Whiplash. A crítica tinha também ao clube.

Foi erro meu. Usei a palavra desqualificar para instigar. Para criar uma celeuma.  Provavelmente causei algum tipo de mágoa, mas acreditei ser necessário no momento. E espero que fique claro no final dessa crítica em busca da perfeição.  

Foi erro meu. Eu sabia que para a gente começar logo, o imprescindível era largar mão de votos, veto, e toda burocracia desnecessária para assistir a 100 filmes imperdíveis. Quando se criou a ideia de quantidade “x” passar direto, eu sabia que outros filmes importantes não iriam entrar. Os filmes pequenos que nos causam afeição. Que são imperdíveis para o individuo que o escolheu. Pense como seria mesquinho vetar um filme que é tão importante para um colega pelo simples motivo de não querer rever determinado filme?

Whiplash está na minha lista de 100 filmes, eu assisti esse ano, e já o considero como imprescindível, mas Whiplash não entrou. Explico. O filme só teve uma indicação. A minha. Logo tinha se perdido como uma “lágrima em chuva.” Só quem realmente quisesse ver todos os filmes que estão na lista iria se esforçar a ver. Todo aquele imbróglio criou certo desconforto. E enquanto estavam reclamando, eu resolvi que esse seria meu primeiro filme. Vejam bem, o filme não estava na lista dos salvos com três ou com duas repetições. E eu tinha escolhido sete e mesmo assim, ele não se encontrava entre os que eu salvei. A sua entrada se deve a uma sobra. Perfeito! Nada mais justo do que trazer algo que usa mensagem obstinação.


Em uns parágrafos, eu tenho apontado que eu errei, mas o maior deles foi criar uma expectativa monstruosa sobre os debates. Eu esperava enxergar os filmes de uma nova maneira. Pelos olhos críticos de vocês. E não só técnicas de filmagens, que a meu ver é importante, pois cria um espectador mais atento ao que está presenciando na tela, mas também a forma crítica como vocês enxergam a história contada. O que eu vejo são coisas triviais como “vi, gostei, mas não veria novamente”, por exemplo.  Tudo bem que essa é uma opinião, mas não quero ler só isso. Eu quero suas entregas, os seus esforços, que me despertem e que eu entenda o que não agradou. Usar uma onomatopeia para descrever o que o filme representou é “too much”. Queria ler suas críticas reais.

A subestimação do diretor, eu compreendo. Ele não tem nome nesse mundo para que as pessoas possam elogiá-lo por algo trivial, mas mesmo assim brilhante, como ele começar o filme no escuro, e o toque lento da bateria até ele chegar ao seu fim frenético e a cena ser iluminada e a gente conseguir ver Miles Teller no fundo da tela, distante de onde quer chegar, e no final do filme ele repete a mesma cena só que dessa vez, ele está iluminado, está em close, perto de onde ele sempre quis estar, e no apogeu de sua máxima realização, a escuridão retorna. Fim do filme, o ciclo que ele precisava percorrer foi feito e ele concluiu com maestria.

A atuação do Teller é digna de nota. As expressões condizem com a personagem. Um jovem prepotente que em toda sua arrogância não passa de uma criança que ainda não alcançou seu objetivo.  O Andrew se sujeita aos caprichos do Fletcher, pois ele sabe que o maestro é o único que pode extrair o máximo dele.

Andrew não se contenta em tocar bem, ele deseja ser o melhor, e para isso ele não tem pudor de abdicar de convivência social, seja namorada ou família. Podemos refutar essa ideia, e discordar, mas ela está enraizada no modo americano de ser. Eles desde cedo se preparam para viver longe de seus familiares. Eles literalmente cortam os cordões e vão para longe em busca de serem melhores.  

A forma como ele trata a família na cena do jantar, em que ele não se satisfez em ver sua ocupação ser ofuscada por quem ele considerava inferior, já é um comportamento sugestivo pela convivência com Fletcher.  O término com a namorada é meio uma continuação de seu afundamento psicológico. Ele não vê em sua vida uma função adequada para amigos ou amor.

Fletcher com sua filosofia de desconstruir para construir, não representa um modelo ideal de mestre, pois ele suga de maneira alarmante a energia da pessoa. E a encurrala de uma maneira que viver passa a ser um tormento, e não há mais harmonia nessa existência.  Certamente é um alerta em pais e mestres.

E sobre a importância das cores na película. O filme começa com a luz fria no Andrew, e amarelada no Fletcher. Isso cria de cara a dualidade de posições para o telespectador. Fletcher irradia uma luz forte amarelada, que passa a ideia de calor ou quente, e quando Andrew está sobe a maestria de Fletcher, ele está sempre acuado, esbaforido, suado, apavorado.  

Aí você pode pensar que a atitude é de vilão de novela, mas não. A atitude é a que ele sempre teve. Ele sempre pensou em destruir para construir. E foi o que ele conseguiu com Andrew. Ele destruiu o músico que buscava a perfeição e de uma maneira doentia, ele “criou” o músico perfeito.

Fletcher é próximo de uma personagem psicopata ou psicótica. E em momento algum ficou caricata, o que já colocava na mão dele o Oscar.

Ele entrou na minha lista de 100 filmes pela qualidade técnica e pela cartase na jornada em busca da perfeição. Não há como sair dessa exibição e acreditar que nada se modificou na sua forma de enxergar o mundo. A filosofia do Fletcher de desconstruir para construir algo maior, não é algo tão incomum quanto as pessoas acreditam. A forma tão brutal deve ser menor, mas no ensino há esse arquétipo. As pessoas precisam compreender esse tipo de mestre, pois ele suga a força do aluno.  O auto-exílio do Andrew é o reflexo do comportamento obsessivo de Fletcher e sua influência negativa. Não que ele já não fosse tivesse tendência, mas o comportamento do Andrew muda significativamente depois que ele passa a ser tutelado pelo maestro.

Essa junção de qualidade técnica e psicológica que fazem o filme ser imprescindível.

Nesse filme há uma carga psicológica nas personagens, que só olhar sem refletir não vai te apresentar a plenitude da película.
(mensagem inserida na edição)

O que eu tinha de relevante para criticar está aí, e espero que isso inspire a todos nos próximos debates. Que seja mais voltado ao conhecimento. Que suas críticas, as minhas críticas ajudem a um novo entendimento a cada experiência cinematográfica que virão pela frente. E espero que não precise mais me desculpar por acreditar que devemos enquanto cinéfilos estar sempre em busca da perfeição.



Última edição por Heitor em Seg Abr 27 2015, 01:28, editado 2 vez(es)


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Tiago Bueno

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Belo texto, Heitor. Contudo, não ficou claro o motivo desse filme ser tão especial para você. Você disse que o filme é imprescindível, elogiou a parte técnica, sublinhou algumas cenas...

Mas o que há nesse filme que te fez colocá-lo na lista dos 100 melhores que você já viu? Pela sua crítica, me pareceu mais um ótimo que você viu. No quarto parágrafo quase saiu hehe

Acho válida a pergunta, uma vez que as escolhas de cada um me despertam certa curiosidade. Ok, o filme é excelente, mas porque ele merece um lugar nessa lista tão disputada?
Acredito que podem ser vários os motivos para determinado filme estar na lista e nem sempre é o motivo de o considerarmos um dos 100 melhores. Foi para apresentar um filme que poucos viram? Proporcionar uma releitura para mudar a percepção do filme? Na minha lista tem filmes que entraram por esses 3 motivos.

Enfim, por que Whiplash é um dos 100 melhores filmes que você já viu?

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Heitor

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Provavelmente caiu em alguma apagada que dei no texto. Lembrem que era para salvar somente 7, e não 100. Eu estava mencionando sobre aquela escolha. E que eu só salvei 8 por ter sobrado uma vaga. E eu achei pertinente discutir sobre um filme que tem o tema sobre a busca da perfeição

Ele entrou na minha lista de 100 filmes pela qualidade técnica (que já defendi) e pela cartase na jornada em busca da perfeição. Não há como sair dessa exibição e acreditar que nada se modificou na sua forma de enxergar o mundo. A filosofia do Fletcher de desconstruir para construir algo maior, não é algo tão incomum quanto as pessoas acreditam. A forma tão brutal deve ser menor, mas no ensino há esse arquétipo. As pessoas precisam compreender esse tipo de mestre, pois ele suga a força do aluno.  O auto-exílio do Andrew é o reflexo do comportamento obsessivo de Fletcher e sua influência negativa. Não que ele já não fosse tivesse tendência, mas o comportamento do Andrew muda significativamente depois que ele passa a ser tutelado pelo maestro.

Essa junção de qualidade técnica e psicológica que fazem o filme ser imprescindível.

Nesse filme há uma carga psicológica nas personagens, que só olhar sem refletir não vai te apresentar a plenitude da película.


Vou aproveitar para editar meu comentário e deixar essa parte lá.


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Belo texto Heitor, Essa exteriorização de suas ideias e críticas sobre o clube certamente irá ajudar nos futuros debates

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Arthur

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Tiago Bueno escreveu:Quem almeja algo de alto nível, só consegue se der suor e lágrimas.

Tiago Bueno escreveu:Cite alguém que fez algo extraordinário, sem sofrer, sem suor e lágrimas.



Tiago, a grande questão ao meu ver é a supervalorização do sacrifício decorrência do sucesso. Aqui no Brasil nós temos uma política que eu acho ridícula que é de condenar o bem-sucedido e criticar quem faz bom uso de seu dinheiro. Enquanto que em países estrangeiros as pessoas bem-sucedidas são respeitadas e admiradas, aqui quem quer usufruir de seus bens é visto com ''maus olhos''.

Porque temos que criticar o adulto rico que foi uma criança rica, enquanto enaltecemos o adulto rico que foi uma criança pobre? Porque um tem que prevalecer em detrimento do outro? Não podemos simplesmente admirar e aprender com ambos?

Qual a real necessidade de tratar nosso sucesso como algo que tem que ser sacrificado e pesaroso? O Simples fato de alguém conquistar algo sem se matar tira seus méritos? Só se pode conquistar algo com dedicação extra-humana?


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Matheus Santos escreveu:Eu Particularmente esperava mais desse filme, a crítica o agraciou tanto que eu criei uma certa expectativa, não que ele seja ruim, mas digamos que ele é 'mais um' entre tantos filmes no mesmo estilo, só que ele tem uma peculiaridade que é conseguir te prender até o fim, com outros filmes clichês eu não teria essa vontade.

O que eu mais gostei no filme foi a busca pela perfeição, eu sinceramente acho algo desnecessário, o jovem praticamente deixa de viver em função dessa obsessão, eu defendo a idéia de que nós temos que buscar nossos objetivos e para isso nos dedicarmos, mas não se privar de praticamente todas as coisas que a vida nos oferece.

Vale falar também que o J.K Simmons atuou muito bem, o oscar foi merecido.
Outro ponto positivo do filme é a trilha sonora que gostei bastante e pretendo baixar futuramente algumas músicas.

Perfeito, Matheus.

São direitos fundamentais o repouso semanal de 24 horas ininterruptas, não trabalhar o excedente à 10 horas diárias, lazer etc (não aplicáveis à casos específicos)

Essas coisas não são direitos fundamentais da humanidade a toa. São uma série de fatores que se não forem cumpridos levam o ser humano ao esgotamento, e chegar à esse extremo pode nos trazer consequencias séries e em muitos casos irreversíveis.

As pessoas encaram o sacrifício como uma qualidade, mas eu considero, no mínimo, uma ignorância. Todo excesso que fazemos hoje irá bater à nossa porta cedo ou tarde, não tem para onde correr. Basta ter consciencia de que não fazer o máximo não quer dizer abrir mão do trabalho. É Apenas se manter no limite do trabalho saudável, e como tal nos traz resultados muito mais eficazes e duradouros.


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Arthur

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Heitor escreveu:
Em uns parágrafos, eu tenho apontado que eu errei, mas o maior deles foi criar uma expectativa monstruosa sobre os debates. Eu esperava enxergar os filmes de uma nova maneira. Pelos olhos críticos de vocês. E não só técnicas de filmagens, que a meu ver é importante, pois cria um espectador mais atento ao que está presenciando na tela, mas também a forma crítica como vocês enxergam a história contada. O que eu vejo são coisas triviais como “vi, gostei, mas não veria novamente”, por exemplo.  Tudo bem que essa é uma opinião, mas não quero ler só isso. Eu quero suas entregas, os seus esforços, que me despertem e que eu entenda o que não agradou. Usar uma onomatopeia para descrever o que o filme representou é “too much”. Queria ler suas críticas reais.

Toda expectativa exagerada é maléfica, seja no âmbito pessoal ou profissional, você transfere à algo ou à alguém seus desejos e sentimentos mais profundos que acaba tornando algo injusto, visto se tratar de sentimentos tão pessoais. Cada vez mais eu tento abdicar de qualquer expectativa sobre qualquer coisa que eu faça justamente a fim de evitar decepções.

Concordo em muita coisa que você falou e realmente está faltando um engajamento maior por parte do restante do grupo nos debates, está nos faltando uma interação maior. Não basta postar sua critica ou comentário e não dar pitaco no dos outros ou não defender seu ponto de vista. Qual o sentido de escrever sua opinião e não participar mais do tópico? Estamos no Fórum e não no Facebook justamente para estimular os debates.

Heitor escreveu:
Andrew não se contenta em tocar bem, ele deseja ser o melhor, e para isso ele não tem pudor de abdicar de convivência social, seja namorada ou família. Podemos refutar essa ideia, e discordar, mas ela está enraizada no modo americano de ser. Eles desde cedo se preparam para viver longe de seus familiares. Eles literalmente cortam os cordões e vão para longe em busca de serem melhores.

Talvez esse seja um dos motivos que me fez não querer rever o filme...Para mim, ele não vira o melhor. Ao contrário de vocês eu não vejo um cara que se esforçou ao extremo, caiu e chegou lá.

O Que eu vejo nesse filme, é um cara extremamente dedicado, comprometido, que absorve uma carga de estresse absurda em virtude de sua máximo comprometimento e quando sofre a primeira queda ele estoura e desiste de seu sonho. Toda a carga traumática que ele já carregava em virtude dos excessos fez com que ele perdesse o equilíbrio e a serenidade de saber dosar os fracassos também e continuar a vida.

Heitor escreveu:A forma como ele trata a família na cena do jantar, em que ele não se satisfez em ver sua ocupação ser ofuscada por quem ele considerava inferior, já é um comportamento sugestivo pela convivência com Fletcher.  O término com a namorada é meio uma continuação de seu afundamento psicológico. Ele não vê em sua vida uma função adequada para amigos ou amor.

O Que o levou a ter aquele comportamento à mesa foi a indiferença com a qual ele era tratado, foi uma faisca para que ele vomitasse tudo que sentia.


Heitor escreveu:Fletcher com sua filosofia de desconstruir para construir, não representa um modelo ideal de mestre, pois ele suga de maneira alarmante a energia da pessoa. E a encurrala de uma maneira que viver passa a ser um tormento, e não há mais harmonia nessa existência.  Certamente é um alerta em pais e mestres.

Eu sinceramente não vejo ele construindo, apenas destruindo. O Fletcher nada mais é do que o Andrew adulto. É Um cara extremamente perfeccionista, e como a maioria das pessoas que tem essa característica, é intolerante e rígido. Esse comportamento obsessivo é uma doença, e dá no que dá, e ai concordo com você, esse é um belo alerta.


Heitor escreveu:[i]Ele entrou na minha lista de 100 filmes pela qualidade técnica  e pela cartase na jornada em busca da perfeição. Não há como sair dessa exibição e acreditar que nada se modificou na sua forma de enxergar o mundo. A filosofia do Fletcher de desconstruir para construir algo maior, não é algo tão incomum quanto as pessoas acreditam. A forma tão brutal deve ser menor, mas no ensino há esse arquétipo. As pessoas precisam compreender esse tipo de mestre, pois ele suga a força do aluno.  O auto-exílio do Andrew é o reflexo do comportamento obsessivo de Fletcher e sua influência negativa. Não que ele já não fosse tivesse tendência, mas o comportamento do Andrew muda significativamente depois que ele passa a ser tutelado pelo maestro.

O Que mais lhe inspirou ou marcou nesse filme? Onde isso se aplica na sua vida e o que você sentiu modificado após o filme?


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Heitor

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Eu meio que não acreditei muito nessa postagem, mas bora lá jogar gasolina nessa fagulha.

Arthur escreveu:Aqui no Brasil nós temos uma política que eu acho ridícula que é de condenar o bem-sucedido e criticar quem faz bom uso de seu dinheiro.

Isso não é uma política. Sério! É um conceito pré-estabelecido, digo até enraizado na sociedade, que acredita que a maioria desses bem sucedidos usam o dinheiro de negociatas. Isso geralmente de políticos, os atletas de futebol por exemplo quando muito rico e ostentadores, o preconceito é pela ascensão social, e não importa o quão duro ou mole ele tenha feito para conseguir o dinheiro.

Arthur escreveu:Enquanto que em países estrangeiros as pessoas bem-sucedidas são respeitadas e admiradas, aqui quem quer usufruir de seus bens é visto com ''maus olhos
É uma maneira simplista de se ver o mundo exterior. Assim como aqui há os que admiram os bem sucedidos, e os tenham uma visão crítica aos mesmos, lá fora é a mesma coisa, porém a proporção não deve ser a mesma.

Arthur escreveu:Porque temos que criticar o adulto rico que foi uma criança rica, enquanto enaltecemos o adulto rico que foi uma criança pobre?
Acho que foi a partir desse trecho que eu não acreditei que estava lendo. O adulto rico que foi uma criança rica, não teve as mesmas dificuldades encontradas pelo pobre. O pai rico (só vou apontar probabilidades) tinha uma casa própria, talvez uma casa de veraneio para os fins de semana, um meio de se locomover, mesa farta, colégio particular, mesada, aulas de esportes, aulas de idiomas, roupas de marca, viagens culturais, entre outros benefícios que uma criança rica por ventura teria. O pobre, e vamos o usar o mais pobre aceitável, não tinha casa, vivia no aluguel, o colégio é público de péssima qualidade, não tem mesada, tem o básico para comer, quando não precisa pedir emprestado pro vizinho ou fiado na quitanda, só anda de transporte público, joga futebol na calçada, usa roupa que foi do irmão mais velho, não fala direito o português, sem chances com idiomas estrangeiros.
Tem como comparar a trajetória do menino rico com o do pobre? Qual exemplo tirar do menino rico?
Se formos entrar no coitadismo, aí ferrou, mas não básico, se não houver distúrbios em uma família, o menino pobre tem tudo para continuar assim, e o rico do mesmo jeito. Todos permanecem em seus status quo.

Arthur escreveu:Porque um tem que prevalecer em detrimento do outro?

Se você começa a vida sem nenhuma barreira para vencer, o esperado é que você vença.
Quando você começa cheio de problemas, e esses problemas afetam seu desempenho, o esperado é que você perca, mas quando você vence com todas as dificuldades sociais, aí sim é algo fora do comum. Escrito isso, o ser humano costuma prefere aplaudir aqueles que não se deixaram abater pelas dificuldades da vida.

Arthur escreveu:Qual a real necessidade de tratar nosso sucesso como algo que tem que ser sacrificado e pesaroso?
Porque a vida é assim. Nada vem fácil, logo, o que é obtido de forma "fácil" tem um valor menor perante a sociedade. "Ganhou, mas também olha pro fraco time que eles enfrentaram..."

Arthur escreveu:Não podemos simplesmente admirar e aprender com ambos?
Vou ser escroto, mas... Quando você joga no seu Playstation 4, você vence no modo easy ou hard? Qual o modo que as pessoas aplaudem? No easy ou hard?

Arthur escreveu: O Simples fato de alguém conquistar algo sem se matar tira seus méritos?
Sim, e ao mesmo tempo, não. Aos olhos do espectador, você que ganhou no easy não fez mais do que sua obrigação. O cara que ganhou no modo hard, ele merece todos os aplausos. Mas se você usar a meritocracia, você só precisa merecer estar ali. Mas isso é algo ligado a burocracia, e está impregnada no serviço público.

Arthur escreveu:Só se pode conquistar algo com dedicação extra-humana?
Definitivamente, não! Mas por tudo que você defendeu, eu até o consideraria um defensor da monarquia. Sistema absolutista que entrega o rumo de um reino na mãos de uma pessoa pelo simples fato de ter vindo ao mundo em um berço de ouro.


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Tiago Bueno

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Cara, iria responder seus posts Arthur, mas as analogias do Heitor com video game, modos easy e hard já são suficientes.

Quem vence na vida no modo hard fez algo extraordinário, quem vence no easy, não fez mais que a obrigação. E não fazer mais do que a obrigação não é algo que merece ser aplaudido, copiado, não causa inspiração, comoção. Não é uma história que merece ser contada. Não vira filme.

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Arthur

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Heitor escreveu:Isso não é uma política. Sério! É um conceito pré-estabelecido, digo até enraizado na sociedade, que acredita que a maioria desses bem sucedidos usam o dinheiro de negociatas. Isso geralmente de políticos, os atletas de futebol por exemplo quando muito rico e ostentadores, o preconceito é pela ascensão social, e não importa o quão duro ou mole ele tenha feito para conseguir o dinheiro.

É política sim, é o modus operandi da população, o preconceito vem por tabela, mas não é o aplicado à esse caso. Isso(a síndrome de coitadismo) está mais relacionado à inveja ou algum sentimento de revolta guardado do que simplesmente o preconceito.

Heitor escreveu:
É uma maneira simplista de se ver o mundo exterior. Assim como aqui há os que admiram os bem sucedidos, e os tenham uma visão crítica aos mesmos, lá fora é a mesma coisa, porém a proporção não deve ser a mesma.
O Mínimo de bom senso lhe permite entender que a simplicidade fora usada para facilitar o dinamismo da conversa.

Heitor escreveu:Acho que foi a partir desse trecho que eu não acreditei que estava lendo.

Você provavelmente não leu corretamente, porque você deturpou completamente o que eu falei.

Em absoluto eu estou criticando pobres ou ricos, o que eu não admito são esses pensamentos injustos de vocês.

Obviamente nascer pobre e se tornar rico é remar contra a maré, é ser vencedor em condições extremamente adversas, é até desnecessário me prolongar nisso, a questão é, porque eu devo diminuir os méritos do rico? Não discuto que o cara que saiu de baixo e cresceu na vida mereça um destaque maior, posso até não concordar, mas não discuto isso. Mas qual o problema em reconhecer os méritos do que que nasceu em cima e continuo em cima? Esse cara teve um caminho menos difícil, mas falar que foi mais fácil, é querer tirar o mérito de uma conquista.

Heitor escreveu:Vou ser escroto, mas... Quando você joga no seu Playstation 4, você vence no modo easy ou hard? Qual o modo que as pessoas aplaudem? No easy ou hard?
Você precisa digitar menos com seu braço esquerdo. Eu não tenho PS4 porque não posso comprar, mas quando puder, certamente terei um.

A Vida não é um video game, e essa sim é uma forma simplista de se enxergar as coisas. Quando você faz esse tipo de analogia, você sugestiona que o rico venceu sem esforços. É uma questão de perspectiva, você prefere desconstruir um para construir o outro. Eu prefiro reconhecer o mérito de ambos e elogiar mais ainda o que passou por condições adversas.

Imagina uma maratona, São Silvestre, por exemplo, temos dois corredores, um gordo e um magro. Ao fim da corrida, o magro termina em primeiro lugar e o gordo em segundo lugar. Ambos tiveram o mérito de finalizar a corrida, ambos tiveram o mérito de serem os melhores, o magro fez o que dele se esperava, que é vencer um gordo, e o gordo foi além de suas expectativas e finalizou a prova. Não posso simplesmente elogiar ambos?(um mais e outro menos, tudo bem) Ou preciso, como vocês sugerem, desqualificar o magro para enaltecer o gordo?

Heitor escreveu:O Simples fato de alguém conquistar algo sem se matar tira seus méritos?
Sim, e ao mesmo tempo, não.  Aos olhos do espectador, você que ganhou no easy não fez mais do que sua obrigação. O cara que ganhou no modo hard, ele merece todos os aplausos. Mas se você usar a meritocracia, você só precisa merecer estar ali. Mas isso é algo ligado a burocracia, e está impregnada no serviço público.[/quote]
Eu não quero saber a visão do espectador, eu quero saber a sua. A Do espectador eu já sei e acho uma bosta.
Por curiosidade, vendo a forma como você desqualificou a meritocracia, qual seria na sua opinião a melhor forma de governo e o que você vê de errado na meritocracia?

Heitor escreveu:
Definitivamente, não! Mas por tudo que você defendeu, eu até o consideraria um defensor da monarquia. Sistema absolutista que entrega o rumo de um reino na mãos de uma pessoa pelo simples fato de ter vindo ao mundo em um berço de ouro.
É o que eu falei lá em cima, a minha defesa está na diminuição do mérito de um graças ao mérito do outro. É uma questão de perspectiva, ambos tem mérito e um dos dois tem mais, não pode ser assim? Tem sempre que haver um tom de desdém para com a pessoa que teve as melhores condições?


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