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A Outra História Americana - American History X (1998)

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Tiago Bueno

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3° filme escolhido para ser assistido no Projeto Clube do Filme



Sinopse
Derek Vinyard (Edward Norton) era o líder de uma violenta gangue racista, até ser preso e reavaliar seus conceitos. Quando sai, vê que seu irmão mais jovem está trilhando o mesmo caminho, e Derek tenta impedir que ele cometa esse terrível erro.

Direção: Tony Kaye

Roteiro: David McKenna

Duração: 119 minutos



Elenco:
Edward Norton
Edward Furlong
Fairuza Balk
Stacy Keach
Ethan Suplee
Elliott Gould
Avery Brooks
Beverly D'Angelo

Premiações: Indicação de melhor ator no Oscar e em diversas outras premiações
Em 2008, a revista Empire o nomeou o 311° melhor filme de todos os tempos

Curiosidades:
- O diretor, Tony Kaye renegou o filme, por não aprovar a qualidade do corte final do filme. Após produzir 2 cortes para o estúdio, o diretor ficou chocado ao descobrir que o editor e Edward Norton foram chamados para trabalharem num terceiro corte do filme, que foi o escolhido para ir aos cinemas. Ele inclusive tentou retirar, sem sucesso, seu nome dos créditos do filme.
- Edward Norton ganhou 27kg de massa muscular para o filme.

Opinião: Um dos meus filmes favoritos. Um filme poderoso e impactante, que nos leva à reflexão. Sua mensagem sobre ódio racial continua extremamente atual

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Marcelo

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Eu não assistia esse filme a alguns anos, lembrava de pouca coisa, mas lembrava das partes principais com Clareza, como a cena do Derek Matando o Cara na calçada, a cena do estupro no chuveiro e a cena final.

quando assisti esse filme no SBT a muitos anos me lembro que achei "bem pesado" agora que revi não achei tão pesado, tem cenas fortes mas já vi piores inclusive em filmes futuros do Clube, é um filme excelente que trata de um tema que infelizmente é recorrente ainda hoje, ódio racial.

eu me surpreendo que ainda hoje tem pessoas que ainda seguem esse tipo de pensamento, extremo, mas deixar isso pra ser debatido depois.

apesar de não ser novidade como narrativa uma coisa que mais prendeu a atenção no filme foi ver a transformação do personagem do Edward Norton que mostra de como extremista racista, ele viu que tinha uma visão totalmente equivocada da realidade, tanto que na prisão os irmãos de "raça" que só eram racistas quando a situação lhe era adequada o atacaram sem pena só por ele 'pregar' o que eles diziam seguir. e como ele mesmo falou o cara que praticamente salvou a vida dele e fez ele chegar inteiro ao final da sentença era um negro que trabalhava limpando as cuecas.

o outro ponto alto do filme é ele em um dia fora da prisão luta para que o irmão não leve o mesmo caminho que ele e que não acabe indo pra cadeia como ele foi. mas infelizmente apesar de no final ele tenha conseguido algo, as ações do Danny já o tinham condenado.





P.s: desculpem se tiver algum erro no texto, fui escrevendo o que veio a mente sem revisar.

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Já tinha assistido esse filme a dois anos atrás e lembro de ter gostado muito... apenas isso.
Dessa vez a experiência foi diferente, muitas idéias lançadas no filme que eu não tinha absorvido da primeira vez digeri nessa segunda oportunidade.

O enredo é muito bom , fotografia top , uma atuação muito foda do Edward norton que me fez imaginar o quão difícil foi pra academia escolher entre ele o Roberto Benigni para premiar com o Oscar.
Tem uma cena ou outra um pouco mais didática do que o necessário, mas os diálogos e argumentos são sempre bem colocados e fundamentados, não acredito que seja fácil tocar nesse assunto tão ''tabu'' como é o Racismo.
Uma Passagem do Filme que eu gostei muito é quando o edward norton está na prisão, e alguns dos seus companheiros de ideologia estão pouco se importando para o que eles pregam, mais importante é manter seus lucros e alianças em dia. Isso Mostra que no mundo em que vivemos, existem muitos ''cabeças-de-cuia'' que por algum problema de autoafirmação na sociedade, aderem a esses tipos de grupos para defender uma ideologia sem saber o que estão fazendo.

Enfim, é um filme proporcionalmente forte que me fez ficar balançado para colocá-lo no meu Top 100 Very Happy

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Tiago Bueno

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Temos visto no noticiário, nos últimos meses, vários atos de policiais nos EUA, possivelmente motivados por ódio racial. Sempre que leio alguma nova notícia sobre o assunto, este filme me vem à mente. Isso é prova inequívoca da atualidade do tema do filme e de seu impacto duradouro.

E que impacto. Poucos filmes me causaram tanto desconforto. Certamente há filmes mais violentos, entretanto, a proximidade do filme com a realidade é o que dá causa à essa sensação. É como A Lista de Schindler, O Pianista, 12 Anos de Escravidão, entre outros. É algo que sabemos que aconteceu. Há muito pouca ficção ali. O mundo está cheio de Dereks Vinyard. De pessoas cheias de ódio e preconceito.

O filme é fantástico. Acredito que a fotografia em preto e branco nos momentos de puro ódio do personagem, mais do que um simples recurso artístico, demonstra como o personagem vivia na escuridão, na ignorância. Edward Norton entregou, em minha humilde opinião, uma das maiores atuações da história. Absolutamente assustador no começo do filme, não só pela transformação física, mas pela expressão, pela retórica assustadora. Um ódio que parece vir da alma.
E sem que soe forçado, ele se transforma no extremo oposto, num ser humano triste ao sair da cadeia e vislumbrar as consequências dos seus atos. O arrependimento e a vontade genuína dele em salvar a família e o irmão faz com que torçamos por ele, o que, pelo começo do filme, parecia impossível, tendo em vista que o cara era um monstro. Trabalho genial do Norton.

O filme levanta muitas questões sobre racismo e ódio. A intenção é fazer pensar nessas difíceis questões. A cena final é icônica e devastadora.
Como disse no começo do texto, sempre que vejo uma notícia relacionada à esse tipo de crime, me lembro do filme e da cena final, com certa tristeza até. Porque como o filme bem exemplifica, é tudo tão desnecessário, tão sem sentido, fruto de pura ignorância.

Enfim, um dos melhores filmes que já vi. Forte e impactante e atual mesmo mais de 16 anos depois de seu lançamento.

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Arthur

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Esse filme tem várias questões que levantariam um bom debate, que merecem ser debatidas e que com certeza irão perdurar até depois do fim do tópico. O Marcelo tocou em um ponto mais a cima e em cima disso vou pautar meu comentário

O Poder do perdão

A Uma primeira vista, com um olhar mais superficial, quando o Derek é estuprado, a reação natural do espectador é o anseio pela vingança, por um possível climax sangrento dentro da cadeia, onde todos torceriam e concordariam com o Derek e vibrariam com o sucesso de sua vingança, mas nós vemos a reação totalmente oposta, e que pode ser frustrante sob uma perspectiva, mas que é fantástica num olhar mais atento.

Naquele momento temos o ápice de sua desgraça e o grande momento para a virada em sua vida e a busca pelo caminho correto. Ele sofre um ato desumano, e não busca vingança por ter certeza de que aquilo só se deu em decorrência de suas escolhas de vida, portanto, culpa dele mesmo.

Na hora do ódio nós temos duas escolhas, avançar e seguir nossos instintos primários ou parar e refletir; O Que acarretou aquela situação? Muitas vezes a primeira opção que é a mais extrema, é a mais fácil. A Coragem não está em liberar a fera dentro de si e passar por cima de tudo e a todos, dando vazão ao seu ódio em outras pessoas, mas em reconhecer em si próprio o erro, o ato falho, assumir e lutar para crescer e evoluir como ser humano, essa é a verdadeira coragem.

Não bater de frente com quem o estuprou não foi um ato de covardia, ou até um ato nobre de perdão para com os malfeitores, vai além disso, é perdoar a si mesmo e perceber e se permitir seguir em frente.

É uma lição bonita e forte do filme, dentre tantas outras.


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Tiago Bueno

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Não vejo a cena do estupro dessa forma. Nesse momento, o Derek não se transformou, não se arrependeu das coisas. Continua arrogante e se achando superior. Logo, a cena de estupro não transmitiu pena, mas sim o ''toma babaca, acho é pouco''

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Arthur

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Aquela cena foi um ponto de partida para a sua transformação. Foi basicamente a primeira vez que algo o atinge em seu âmago após a morte de seu pai, é a primeira vez após sua transformação, ele de fato sente na pele.

A Partir daquele momento ele começa a refletir, reconhecer que algo estava errado e se permitir ser ajudado. A partir dali ele começa a ouvir mais o Professor dele e começa a desacelerar nos momentos seguintes.

Mas é interpretação para mim é o de menos, quero trazer aqui algo além disso.

Para vocês o que seria o perdão? O Que de fato representa o perdão à alguém e o perdão de alguém?

Vejo muitas pessoas com discursos do gênero ''não guardo mágoas em meu coração, nem ódio'' etc Mas até que ponto, nós, na nossa condição de simples humanos conseguimos de fato, na concepção da palavra perdoar alguém?

E aí eu venho com algo mais direto, até que ponto vale a pena o perdão? A Partir de que momento cruzamos a linha do nobre que perdoa para o otário que baixa a cabeça?


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Heitor

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Antes tarde do que nunca. Minha critica é: esse filme é bom e vale muito a pena ser visto por todos.


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Heitor

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“Minha conclusão é que o ódio é um fardo. A vida é curta demais para se estar zangado o tempo todo.”

A Outra História Americana está perto de completar duas décadas, mas com um tema central universal, o ódio, não há chances de se tornar irrelevante tão cedo.

A cena de abertura apresenta simbolicamente o que estamos para acompanhar em tela. Com imagens de ondas em branco e preto. Ondas que são a representação da perturbação que se propaga através de um meio. Quando Danny percebe que estão roubando o carro da família, ele tira Derek de sua relação sexual para ir de encontro com os bandidos, e consequentemente modificar por completo a vida de todos os envolvidos. Sem que o ladrão tenha notado, ele foi a pedra que iniciou essa onda unidimensional, que só os levou em um única direção.

Somente depois dessa tragédia, nós podemos perceber que toda a cena anterior faz parte do passado das personagens. Danny aparenta estar mais abatido. Com cabelos raspados, assim como seu irmão Derek estava anteriormente. E acima de tudo encrencado. Espera para falar com o coordenador sobre sua redação que exalta os pensamentos nazistas. Percebe-se em seu olhar uma tristeza que muda radicalmente ao ver que seu professor o denunciara. Nesse momento, ele infla, e passa a ter uma postura ameaçadora. Com o orientador, ele tem uma variação de personalidade. É essa conversa com o orientador que será a nova onda na vida de Danny. Ficamos sabendo que seu irmão saiu da cadeia nesse dia, e que Danny precisaria escrever uma nova redação, e seria sobre os fatos que mudaram sua vida a partir da tragédia cometida por Derek.

Depois que fomos apresentados a missão de Danny, a gente começa a entender onde Derek a ter ódio de quem não segue o padrão “White Guy”. Seu pai fora assassinado em um bairro de periferia. Ele já começa a demonstrar certo desequilíbrio para formular uma ideia real, e joga a culpa nos menos privilegiados. A reportagem, que assim como temos em tantos canais hoje em dia, pode ter servido para que o Cameron descobrisse Danny e usado toda sua raiva para que arrumassem outros que tinham os mesmos sentimentos para a gangue. Cameron é a personagem que cria junto com Derek a gangue neonazista.

Com tantas cenas usadas de formas não lineares, a narração de Danny acabou se tornando um tanto quanto didática. Ele passa a informar ao espectador as singularidades do ambiente em que vive. Ele reforça a ideia de que ali era um local tranquilo antes das gangues, algo que os policiais já haviam mencionado pouco antes. Esses dois momentos me incomodaram um pouco, pois dizem a mesma coisa e me passou o sentimento de repetição desnecessária.

Em relação à cena de na quadra de basquete, o Danny trata esse momento como um grande triunfo, visto que esse provavelmente foi o momento em que ele passou a seguir o modelo do irmão. Vejamos que ele está com um corte mais curto que no momento da tragédia que mudou tudo. Esse foi um grande triunfo, e não somente pela conquista de território, mas por ter provado a supremacia deles perante o grupo afrodescendente que ali estava, e em um esporte dominado pelo grupo rival. Pouco depois ele relembra da ação criminosa que seu irmão orquestrou com Cameron, que covardemente fica de fora, em que ele esteve presente. E comprovando que Derek foi má influência para o irmão.

Nesse ponto, eu preciso correlacionar às cenas da ceia dessa família. Em um momento, o pai ainda vivo é o agente que injetou veneno na mente do primogênito. Uma ceia geralmente é o momento que todos na família têm um tempo para trocarem ideias, e o pai de Derek usou essa ceia para semear uma ideia que regada ao desespero ia eclodir no ódio racial que destrói sua família. Depois da morte do pai, a viúva resolve tentar uma nova vida amorosa, mas espera no protecionismo do filho, que durante uma ceia explode contra as ideias socialistas de Murray. Enquanto Derek cuspia todo seu ódio na mesa, ele se tornou uma versão raivosa maior que seu pai. A comparação de Davina com a KKK insufla o ódio contido em Derek, que se acha superior ao famoso grupo racista americano. Ele ultrapassa os limites, e talvez seguindo o exemplo de como seu pai os punia, agrediu a irmã, e depois quando estava com os ânimos acalentados, ele tentou se desculpar o que parece ser típico de pais agressores.

A sequencia de um dia a ser esquecido. Derek mata os ladrões. Ele não seria punido pelos tiros, mas foi pela execução do último bandido. Ele travou uma conversa com Murray sobre excesso horas antes, e não se deu conta, cego pelo ódio, que esmagar o crânio do bandido excedia a qualquer limite. E só por isso que ele foi encarcerado. Contou também como a conivência do irmão, que o teria condenado a morte se fosse testemunhar a barbaridade cometida por Derek.

Doris é outra personagem que sofreu com todo o processo de destruição de sua família. Primeiro o marido, a prisão do filho, até o pretendente. Ela foi passageira em sua própria existência. Tentando viver na ilusão de que tudo estava indo bem, apesar das dificuldades, ela foi se atrofiando emocionalmente, e virando uma mulher doente.

Fora da prisão, Derek vira um ícone para a gangue, e para tentar usar a influência de Derek, Cameron já deveria estar ciente dos acontecimentos da cadeia, ele usa Danny para não perder Derek, porém a cadeia o mudou para sempre.

A namorada de Derek é nada mais do que uma típica garota que está com o líder. Stacy mostrou na cena em que o namorado pede para ela largar a gangue na verdade o amor que ela sente é pelo poder e status que ser a namorada do líder da gangue lhe traz. Ela o descarta como uma líder de torcida descartaria um jogador de futebol americano fracassado. Nesse momento Derek entende que ele era só um troféu ou uma insígnia que ela tinha, e que o amor que ele nutria por Stacy não era recíproco.

A vida na cadeia, como a gente já viu em diversos filmes e séries, não é fácil nem em país de primeiro mundo. Derek, um cara orgulhoso, que pensava ser superior aos demais que não fossem de sua etnia, se viu em um sistema que não há o luxo de orgulho, e sim, a luta pela sobrevivência. No trabalho, ele é encurralado pela fria realidade, a minoria naquele ambiente é ele. Era esse sistema que ele tanto orgulhava em seus discursos, que agora ele se via enfurnado. E mesmo assim, na cadeia, ele acreditava que seus princípios deveriam ser mantidos. Ledo engano. O convívio no trabalho ia o despertando. A mistura entre brancos, negros, hispânicos o inquietava, pois a ordem natural que ele tinha em sua vida agora estava completamente no caos. Tudo que ele acreditava ser verdade fora subvertida pela vida na prisão. A cena em que ele se revolta com sua gangue na cadeia, e o estupro serve como uma nova onda em sua vida. Ele tem uma cartase e passa a compreender que o ódio o cegara que ele não via pessoas e sim ideias, que por sinal estavam erradas. Além disso, o medo o fez compreender que ele não podia mais se dar ao luxo de desperdiçar a vida com pessoas que tinham a missão de derrubar os outros. E conversando com Danny, ele conseguiu transmitir todas as angustias que sentia em ter destruído sua família.

Como já comentava, Danny não parecia estar seguro com esse discurso de ódio desde o início, e só usava como um escudo para suas inseguranças. Para não ser engolido em sua insignificância. Também devemos lembrar que nessa época, o jovem costuma se juntar a grupos, e ele teve a péssima influência de seu irmão. Ele só fez o que era mais fácil. Uniu-se com um grupo, que no fundo ele tinha consciência, que só o levaria o fundo do poço, mas quando não se tem nada, nenhum plano, qualquer coisa acaba servindo. Sua irmã já comentava quando ele estava sendo gravado pelo Seth que aquelas palavras não eram de coração, e se notarmos o modo exagerado como ele diz, a gente entende que aquilo era uma encenação.

O final, a morte do Danny é o fim de um clico de horror para a família Vinyard, e o inicio de outro ciclo para a família do garoto que o matou. Por isso que no final, a praia, e consequentemente a onda é que são destaques. Ela é simbólica, assim como no início, ela mostra a perturbação.

Sobre o elenco, escrevo que estava afinadíssimo do início ao fim. Não tem uma atuação que possa dizer que esteja fora de sintonia com o enredo do filme. Edward Norton, como Derek, atuou como um monstro do cinema, e entregou uma atuação icônica. Chega a ser absurdo alguém defender a derrota dessa atuação em favor de uma pastelona de nenhuma dificuldade. É um daqueles momentos que nos sentimos trapaceados pelos votantes do Oscar. Mas o que dizer de uma premiação que deixa Fernanda Montenegro e Edward Norton de mãos abanando para entregar ao histérico Roberto Begnini e uma normal Gwyneth Paltrow?


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Arthur

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É isso aí, Heitor

Um dos seres humanos que eu mais admiro, falou um dia; Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.

Especialmente pela morte do Danny, eu lamentei bastante, porque, como você falou, restou claro que ele era apenas um garoto em formação, mal orientado, e que ainda sim mantinha uma essência boa dentro de si. Obviamente ele colheu o que plantou, em decorrência até mais pelas suas companhias do que por suas ações em si. Eu lamentei, mas esse filme mais do que nunca, é o tipo de filme que precisa de um final triste, para mostrar que de um mundo de segregação racial nós não colheremos bons frutos.


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Heitor

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Sim, o filme não seria facilmente digerido se tivesse um final feliz. Era necessário que houvesse uma tragédia para que o ciclo se completasse para Danny.


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